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5 anos de tia Malieli.

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Retomando... Faz muito tempo que não animo em publicar nada. A crise no Brasil me deixou com um pouco de preguiça de tudo. E não me refiro a crise politica e econômica, me refiro também a crise de valores, bom senso e interpretação de texto. Escrever pra quê né. Refleti no ultimo texto que escrevemos pra nós e publicamos para os outros. Hoje então eu tenho um lindo motivo para escrever e publicar, tão lindo que me fez entrar aqui, me fez ler e publicar um texto antigo e agora me faz continuar escrevendo mesmo faltando apenas 30 minutos para começar a trabalhar. Hoje é aniversário do meu sobrinho! Meu primeiro sobrinho. O Vivicio. Palmeirense. Pistolinha. Rabugento. Folgado. Lindo. Amado. Inteligente. Encantador. Já falei amado? Amado e amado. Eu fui tia depois de ser mãe (tenho a sensação de já ter escrito sobre isso). Diferente das minhas irmãs que foram mães depois de serem tias. Mérito meu, entendedores entenderão. Eu tenho algo sobre o ser mãe muito cristalizado e...

Porque o hoje é presente.

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Faz muito tempo que não publico, mais do que todas as vezes. Nem vou me desculpar ou justificar, vida real como a de todos, e desde o inicio o blog era pra ser um espaço de compartilhamento, elaboração e prazer e assim o mantenho. Propositalmente eu coloquei publico, porque escrever para mim é quase algo diário mas nem tudo que escrevo tem capacidade de passar pelo crivo da minha exigência. Nem tudo acho necessário, interessante ou mesmo possível de ser compartilhado publicamente. E toda essa reflexão me permite entrar em contato com o fato de que escrevemos para nós, e publicamos para os outros. Ou de que, escrevo para mim e publico para o outro. Parece óbvio, mas pensa nisso mais um pouco. Expande a máxima para a sua vida. Pensa o que você faz por prazer e o desse prazer é compartilhado, e depois disso, se ainda é compartilhado, pense em por quê ou em quais circunstancias. Se esses pensamentos não te perturbarem comece a reflexão de novo, porque você provavelmente fez...

27 de agosto.

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Ontem foi uma data especial. Dia do psicólogo, uma data feliz, cheia de parabéns e reconhecimento. Data de regozijo, quando pelas palavras que nos chegam percebemos um bom caminho traçado, um bom plantio. Muito obrigada a todos. Minha gratidão aos amigos, pacientes, familiares e conhecidos. Minha gratidão aos meus pacientes independente de saberem se era ou não dia, aos meus orientandos, em sua maioria também psicólogos. É no caminhar do dia a dia, nos encontros e desencontros, nos mergulhos e nos respiros que a profissão se dá. Na interface da presença de cada um que a minha presença se integra. Não sou terapeuta, psicóloga, analista, psicoterapeuta corporal, winnecotiana, bioniana, freudiana e etc...me faço tudo isso a cada encontro. A cada necessidade, a cada resposta ou em busca de cada uma. A cada pergunta, a cada questão, a cada sensação e movimento. Meu e do outro. Do outro e meu. Minha gratidão por essa entrega e integra-ação. Nem sempre gosto do que encontro....

Verdade, amor e vida...não necessariamente nessa ordem.

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Não quero que o blog se transforme num espaço exclusivo de homenagens e comemorações de aniversário mas ocorre que tenho muito leoninos e escorpianos na minha vida, então julho, agosto e novembro são meses intensos. Presentes materiais nem sempre representam o que precisamos e como as palavras são minhas amigas, escrever muitas vezes é o que eu posso oferecer de melhor, expressando o afeto que me vai no peito. Além disso, o cotidiano que me oferece inspiração para isso, então uso dessas datas e figuras para aproveitar e compartilhar um tanto do que me vem a mente. Na linha da homenageada de hoje, essa sou eu e meus amores são expressos no meu andar, falar, escrever e viver... Bom, dito isso que me perdoem os que me leem e terão mais um texto desses, mas hoje preciso falar de Marelaine Prandi. O que embora possa ser lido como um texto declaração de amor, também pode conter muitas reflexões e possíveis aprendizados porquê quando penso nela ecoam três palavras na minha mente: VIDA...

Voltando a programação normal...

ou pelo menos tentando. Quero poder escrever mais, minhas idéias fervilham e muitas vezes deixo passar o estímulo inicial pelo auto e alto senso crítico que me castra, me faz pensar que o conteúdo não é interessante, que não passaria pelos melindres atuais, que muitas vezes me expõe e blablablá. Mas cheguei ontem do Brasil, com tantas sensações, impressões, mistérios e aprendizados a elaborar que tudo isso ficou pequeno e resolvi re-tentar. Li meu primeiro texto, que dizia que nem sabia se era para ser lida e recordei da real intenção com o blog, e pensei que precisamos muitas vezes abaixar nosso senso crítico, que se liga com o volume alto da opinião alheia e nos silencia muitas vezes. Superego severo mores. Sufoca e sufoca até que mata, mas por aqui não...hoje não. Nessa linha, pensei e pensei, de tudo que queria poder pensar alto, compartilhar, escrever e elaborar. Pensei na minha família, na daqui e na de lá. Nos amigos, nos momentos, nas conquistas, nos frios na barriga,...

Treinando a vida. Treinando para a vida.

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autonomia substantivo feminino 1. capacidade de governar-se pelos próprios meios. 2. fil  segundo Kant 1724-1804, capacidade da vontade humana de se autodeterminar segundo uma legislação moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou exógeno com uma influência subjugante, tal como uma paixão ou uma inclinação afetiva incoercível Essa palavra aí tá perturbando meus pensamentos a alguns dias. Se eu parar pra pensar e puxar, poderia dizer que há alguns meses, e se for honesta mesmo, há alguns anos. Quantos tantos pacientes, meus ou das pessoas que supervisiono possuem alguma queixa relacionada a autonomia. Quanto vejo adultos, em pleno vapor de suas respectivas vidas sem autonomia. Quanto percebo que confundimos a definição desta, com independência, objetividade, frieza, egoísmo e por aí vai. Quanto se compara autonomia desenvolvida entre culturas diferentes, entre cargos, situações, irmão...

Meu menor e mais doloroso texto.

Hoje estou um tanto sem palavras mas vou tentar acionar as que ainda estão escorregando por aqui. Em breve certamente retorno ao funcionamento normal mas por hoje fica um silêncio de luto. Um luto por uma mulher, uma representante da democracia, uma negra, uma pobre, uma batalhadora, uma sonhadora...enfim. Ela foi e seguirá sendo tantas coisas que eu sou e que gostaria de ser que a identificação, indignação e mesmo o choque me calam. É um luto por ela, por nossa sociedade doente mas principalmente pelo Brasil e pelo bem. É um medo que paralisa e nos faz refletir desesperançosos do que vem. E se eu estou sentindo isso aqui, imagino minhas amigas mais próximas de tudo isso. Almas sensíveis e de trabalhos árduos que nesse momento sentem balançar os pilares da determinação, vontade e luta. A sensação é de uma guerra que estamos perdendo, mas que seja só uma batalha e não a guerra toda de fato. Esse momento passará, e que não seja em vão. Que essas e tantas mortes não sejam tamb...