5 anos de tia Malieli.

Retomando...

Faz muito tempo que não animo em publicar nada.

A crise no Brasil me deixou com um pouco de preguiça de tudo. E não me refiro a crise politica e econômica, me refiro também a crise de valores, bom senso e interpretação de texto.

Escrever pra quê né. Refleti no ultimo texto que escrevemos pra nós e publicamos para os outros.

Hoje então eu tenho um lindo motivo para escrever e publicar, tão lindo que me fez entrar aqui, me fez ler e publicar um texto antigo e agora me faz continuar escrevendo mesmo faltando apenas 30 minutos para começar a trabalhar.

Hoje é aniversário do meu sobrinho!

Meu primeiro sobrinho. O Vivicio. Palmeirense. Pistolinha. Rabugento. Folgado. Lindo. Amado. Inteligente. Encantador. Já falei amado? Amado e amado.

Eu fui tia depois de ser mãe (tenho a sensação de já ter escrito sobre isso).

Diferente das minhas irmãs que foram mães depois de serem tias. Mérito meu, entendedores entenderão.

Eu tenho algo sobre o ser mãe muito cristalizado em mim, na minha identidade. Fui mãe antes de me definir de fato mulher e adulta, e me relaciono com os outros a partir desse viés.

Logo, amei meu sobrinho com toda a força desse amor.

E eu brinco que é lá pertinho o lugar de filhos e sobrinhos no coração. Tá no mesmo terreno.

Foi um desafio aprender a amar alguém que eu não podia "cuidar/controlar/educar/estar perto o tempo todo".

Mas foi um desafio lindo.

Ele não seria ele, em cada detalhe daquele serzinho se não fosse filho do pai dele e da mãe dele.

E eu não ia poder ser tia.

Ele tem a determinação e jeitão de quebrada do pai dele. Tem o humor e sensibilidade da mãe.

É lindo lindo lindo (não sei como).

Precisava desse parenteses aí em cima porque não ia dar essa moral pros pais dele.

E na mesma linha...talvez tenha puxado a beleza e inteligencia da tia Malieli. :)

E eu o amo tanto. Sinto tanta falta de estar com ele.

Com minha sobrinha também, a caçulinha da família (qualquer dia falo dela - é outra que merece um texto todo).

Mas ainda sobre ele, foi ele quem me ensinou a amar nesse lugar de tia. A aconselhar a mãe respeitando-a.

A amar sendo coadjuvante e a ainda assim amar demais.

Me ensinou outros lugares de afeto e colaborou com meu ofício de terapeuta. Me permitiu contra-transferir de outras formas.

Ele também me ajuda a pensar nos links relacionais que fazemos, como nos unimos de uma maneira tão especial a cada pessoa e que esse jeitinho que nos unimos é só nosso.

Meus filhos não colocam a língua no nariz. Nem tiveram vídeo meu cantando pra eles.

Diferenças básicas relacionais e de vida.

Meus minutos estão acabando, então o texto precisa rumar pro fim.

E creio que o objetivo dele será cumprido.

Que é dizer o quanto eu o amo, e desejo um futuro lindo pra ele.

Cheio de gols, de gargalhadas, de sucos coloridos (parece que quanto mais corante melhor), de saúde (vai precisar com esses sucos todos), de afeto, de palmeiras, de pipa com pai, de colo com a mãe, de mimo de avós (e tem heim), de carinho e alegria de primos, de brincadeiras,
de lambida de cachorro, de sorvete, de viagens, de bolo, de balas, de doces, de dancinhas, de música (alta), de sorvete de novo, de presente e presença de tia. De amor.

Que sua infância seja preservada sempre e que as lembranças dela na vida adulta sempre venham acompanhadas de um sorriso e gratidão.

Por ultimo dizer também, que tenho orgulho dele, e da minha irmã e cunhado. Eles tem feito um lindo trabalho. A vida adulta chegou de vez, como chega pra todo mundo, e eles estão batendo um bolão, e jajá vão ganhar de goleada nesse jogo da vida. A colheita sempre chega.

Já dei um presente (mais ou menos né).

Certamente darei outros.

Mas esse texto hoje escrevi pra mim, pra dar vazão a esse amor e saudade no peito. E publiquei pra vocês, porque de perto, de longe. Em dia bom ou ruim.

Chorando ou celebrando... somos família.

E especialmente hoje, tem espaço pra tudo.

Pra choro e celebração. Celebração e choro.

Chorando e celebrando, sigo amando vocês.



E amando o Vivicio, hoje um pouco mais.



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