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Meu menor e mais doloroso texto.

Hoje estou um tanto sem palavras mas vou tentar acionar as que ainda estão escorregando por aqui. Em breve certamente retorno ao funcionamento normal mas por hoje fica um silêncio de luto. Um luto por uma mulher, uma representante da democracia, uma negra, uma pobre, uma batalhadora, uma sonhadora...enfim. Ela foi e seguirá sendo tantas coisas que eu sou e que gostaria de ser que a identificação, indignação e mesmo o choque me calam. É um luto por ela, por nossa sociedade doente mas principalmente pelo Brasil e pelo bem. É um medo que paralisa e nos faz refletir desesperançosos do que vem. E se eu estou sentindo isso aqui, imagino minhas amigas mais próximas de tudo isso. Almas sensíveis e de trabalhos árduos que nesse momento sentem balançar os pilares da determinação, vontade e luta. A sensação é de uma guerra que estamos perdendo, mas que seja só uma batalha e não a guerra toda de fato. Esse momento passará, e que não seja em vão. Que essas e tantas mortes não sejam tamb...

Sobre o legado feminino e suas controvérsias

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Eu queria muito escrever alguma coisa hoje, já faz um tempo que estou sem tempo e disponibilidade emocional para isso. Nada demais, a roda da vida de sempre, um imprevisto de saúde com uma pessoa amada da família, marido no Brasil, pacientes e supervisões, filhos, risadas, workshop, choros, limites, recuos, carro quebrado, carro alugado, TPM, livros, séries, falta de sono, declaração de imposto de renda, excesso de sono, mais um TCC quase, dieta, confusão de sentimentos, saudade da família, escutar minha cabeça, escutar meu coração, vai pra Dallas, volta de Dallas, terapia, exercícios, estudar, hidratação de cabelo, face time, espinhas, esporte de um filho, academia de outra, encontrar as amigas, fazer mercado, orgânico tá mais caro, melhorar inglês hora que sobra e por aí vai. Por aí vai mais uma estação, estamos chegando na primavera. O verde está voltando, e meu coração vibra a cada nova arvore do quintal que se refaz, mas não falarei disso hoje. Gosto tanto da primavera que e...

Dia de celebrar o amor!

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Hoje é Valentine's day! Dia de celebrar o amor! Aos poucos eu vou me sentindo mais a vontade e pertencente as tradições americanas. Vou incorporando da melhor maneira possível ao nosso jeito brasileiro, adaptando e construindo uma terceira coisa. Uma forma de estar aqui que soma nossas raízes com os novos galhos e que multiplica nossos conceitos e aprendizados. No começo de tudo, uma pessoa querida me recomendou que eu jamais comparasse. Foi um conselho e tanto. Na comparação jamais estamos inteiros, sempre sendo roubados pelo que podia ser e não é. Simplesmente não é. Ou é. Lidar com o real e presente é sempre a melhor escolha, e talvez a única saudável diante de adversidades e desafios. Lógico que tem muitas coisas que eu não gosto nessa cultura... Esse gosto pelas caçadas e armas, essa mania que eles tem de ter o maior carro possível e assim escolherem a maior caminhonete disponível, e se não bastasse, ir lá e colocar rodas maiores ainda (várias vezes vejo o carro ...

Sobre minha raiz e meu fruto.

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Vida que segue e seguindo muito, graças a Deus! Pacientes de novo, wokshops, compromissos do dia a dia, os ainda muitos aprendizados, os filmes que não consigo ver, todas as séries, o treino novo, a yoga, 5 livros novos para ler, 18 que eu queria reler, ser mãe, esposa, filha, irmã, neta, tia e amiga. Algumas dessas funções presenciais, outras via skype, mas enfim, a tal vida que segue. E longe de mim querer reclamar, pelo contrário. Não via a hora da minha vida ser assim de novo. Mas essas são as minhas desculpas para não estar conseguindo escrever assiduamente. Na verdade prefiro motivos, causas. E nessa linha, hoje tenho um ótimo motivo para escrever. É aniversário da minha mãe. E o nosso primeiro longe. A comemoração foi domingo, mas imagino que as emoções a flor da pele continuarão por todo o fevereiro, e depois até julho, quando possivelmente nos encontraremos, e depois ainda enquanto durar esse distanciamento físico. É muito interessante poder olhar para essa r...

Sobre (tentar) ser como o Rio.

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Muito tempo sem escrever, diz o título do último texto que foi desde cinco de janeiro. Alguém está me trapaceando e enganando em relação ao tempo, talvez seja ele mesmo. Não acho que não está rendendo, pelo contrário. Tenho conseguido cumprir (quase) tudo que me proponho mas ainda assim, parece que bate dez da noite muito rápido, misericórdia. Viver uma vida cruzada com o Brasil atrapalha ainda mais, é seis da tarde aqui mas já é 10 da noite lá, e se eu bobeio fico mais um dia sem falar com minhas irmãs. É um porre, literalmente viu, se bobear dá até ressaca. Fora isso, tem a minha eterna confusão se quem marcou comigo foi no horário daqui ou de lá, deveria ter uma regra e ser óbvio, e eu juro que tentei e tento, mas de verdade, cada um é um, e nessa vou levando de uma maneira mais light e quando vejo estou confusa de novo. Ontem eu esqueci a dentista do meu filho, para honra e glória do senhor Jesus ela também esqueceu. Que alívio! Na verdade se uma tivesse le...

Cinco de janeiro

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Hoje é uma data especial no meu relacionamento. Fazemos aniversário de casório. Estamos juntos a pouco tempo, relativamente. Há 4 anos atrás estávamos quase nos conhecendo, mas não planejávamos nada disso. Vez ou outra sonhávamos, desejávamos mas não ousávamos pensar que poderia ser real. Vinhamos ambos de relacionamento e vivências sofridas, em aspectos distintos mas ainda assim desafiadores. E em outros aspectos, completamente diferentes, eu também era muito desafiadora; Eu de tanto estar sozinha não acreditava mais muito em amor conjugal, ele de tanto estar acompanhado de maneiras difíceis também estava descrente. Foi um encontro bonito, e nos encontramos num momento de muita mudança para ambos. Estávamos em franco processo de revisão e mudanças, mergulhados em uma reforma íntima que nos possibilitou esse encontro. Nos encontramos a partir do nosso melhor, e não de nossas neuroses, e isso é muito raro, e foi fruto de muito trabalho pessoal de ambos. E uma vez que i...

É Natal

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Quase Natal mesmo, mas ufa, consegui um tempinho pra vir aqui escrever. Foram dias muito corridos esses, completamente diferente da minha correria de fim do ano do Brasil. Outras prioridades e situações, mas ainda assim, aquela sensação de que 24 horas é pouco. Curso pra tirar carta, quase habilitada (uhull, o pior já foi). Estou reaprendendo a gerir meu tempo, quando temos uma agenda cheia de compromissos formais (como pacientes, entrevistas e etc), fica mais fácil olhar o livre e encaixar. Mas quando temos a permissão e nos permitimos construir o dia, semana e sucessivamente nosso tempo de maneira mais orgânica ficamos bastante perdidos, porque afinal, a prioridade sou eu, mas eu estou em tudo que faço; e eclética como sou, fica difícil encontrar minha prioridade circunstancial, material ou concreta. Sendo assim, como já disse num texto anterior, estou tentando estar presente. Em cada coisa, cada momento. Comer comendo, tomar banho tomando banho. Assistir assistindo. Descans...